Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Vencedor ou Perdedor? Confira as 10 diferenças entre eles!

1) O vencedor comete erros e diz: - Eu estava errado. O perdedor diz: - Não foi culpa minha.

2) O vencedor dá crpeditos à sua boa sorte por ter vencido, mesmo quando não se tratou de sorte. O perdedor dá créditos à sua falta de sorte, por ter perdido.

3) O vencedor trabalha mais arduamente que o perdedor e tem mais tempo. O perdedor está sempre "muito ocupado", talvez evitando o fracasso.

4) O vencedro transpõe o problema. O perdedor dá voltas ao redor do problema.

5) O vencedor desculpa-se por um erro ao repará-lo. O perdedor pede desculpas mas faz a mesma coisa em uma próxima ocasião.

6) O vencedor sabe por que lutar e quando transigir. O perdedor transige quando não deveria e luta pelo que não vale a pena. Todo dia é uma batalha de vida e é muito importante que estajamos lutando pelas coisas certas e não gastando tempo com assuntos acidentais.

7) O vencedor diz: - Sou bom, mas não tanto quanto deveria ser. O perdedor diz: - Bem, eu não sou tão ruim quanto um bocado de gente. O vencedor respeita o caminho que está seguindo. O perdedor despreza aqueles que ainda não atingiram a posição que tem.

8) O vencedor respeita aqueles que lhe são superiores e tenta aprender com eles. O perdedor ressente-se daqueles que lhe são superiores e tenta achar defeitos neles.

9) O vencedor é responsável por mais do que seu trabalho. O perdedor diz: - Eu apenas trabalho aqui.

10) O vencedor diz: - Deve existir uma maneira melhor de se fazer isto. O perdedor diz: - Por que mudar? Esta é a maneira pela qual isto sempre foi feito.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Experiências em EaD: A primeira vez a gente nunca esquece

Lucas Siqueira: O post de hoje é bastante significativo para mim, pois é o minha primeira contribuição na condição de Tutor de um curso a distância.

Na verdade, Tutor da disciplina de Ética e Turismo, do curso de licenciatura em Turismo do Consórcio CEDERJ. Portanto a partir desse post, pretendo escrever com o olhar de um tutor e não apenas de um aluno de um curso à distância, porém quando se trata de ensino e educação essas posições muitas vezes se confundem, afinal é possível ensinar aprendendo e aprender ensinando.

O conteúdo do post diz respeito alguns aspectos institucionais do Consórcio CEDERJ, que foram retirados de seu site. Dentre os mais importantes podemos destacar :

- O Consórcio CEDERJ reúne o Governo do Estado do Rio de Janeiro através da Fundação CECIERJ e as seis universidades públicas sediadas no Estado:
1. Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ;
2. Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro– UENF;
3. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO;
4. Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ;
5. Universidade Federal Fluminense – UFF;
6. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ.
..:: Os objetivos do CEDERJ são ::..

1. contribuir para a interiorização do ensino superior público, gratuito e de qualidade no Estado do Rio de Janeiro;

2. concorrer para facilitar o acesso ao ensino superior daqueles que não podem estudar no horário tradicional;

3. atuar na formação continuada, a distância, de profissionais do Estado, com atenção especial para o processo de atualização de professores da rede estadual de Ensino Médio;

4. aumentar a oferta de vagas em cursos de graduação e pós-graduação no Estado do Rio de Janeiro.

- A metodologia de educação a distância permite o acesso ao sistema daqueles que vêm sendo excluídos do processo educacional superior público por morarem longe das universidades ou por indisponibilidade de tempo nos horários tradicionais de aula.

- A modalidade de educação a distância contribui para a formação de profissionais sem deslocá-los de seus municípios. Outro aspecto relevante é a carência de professores do Ensino Médio, principalmente nas áreas de Ciências e, especialmente, no interior do Estado.

O aluno do Consórcio CEDERJ está matriculado em uma das universidades do Consórcio, dependendo do curso e do pólo regional a que esteja vinculado. Ele faz o vestibular e todo o curso de graduação sem sair de sua cidade, recebendo diploma equivalente ao dos alunos dos cursos presenciais.

É importante ressaltar que o CEDERJ,é referência no ensino a distância no estado do Rio de Janeiro, e apesar dos preconceitos existente, prossegue consolidando a EaD em nível superior em todo o estado. Tenho amigos estudantes do CEDERJ que fazem relatos sobre quanto o curso exige do aluno, o que faz desta experiência não mais um mero curso semi-presencial.

Estou bastante entusiasmado em poder participar desse projeto atuando como tutor, acredito que isso agregará um valor enorme a minha formação acadêmica e profissional, é um grande desafio, mas que eu não vejo a hora de encarar.

Um abraço e sucesso!

Aristides Faria: bem, pessoal, depois desta aula eu terei que me preparar melhora para comentar... Vou estudar os processos do CEDERJ e em breve compartilho minha contribuição!

Por enquanto só posso dizer que estou muito contente pelo Lucas, meu parceiro, colega virtual de trabalho e amigo - por quê não? - afinal estamos diariamente conversando sobre trabalho, sonhos, projetos e a vida pessoal também.

Se tem algo que o tempo não apaga é a sintonia e a energia positiva que as pessoas trocam mesmo enquanto distantes fisicamente. Há cerca de um ano nós nos conhecemos no Salão do Turismo (2008). O mundo girou e a carreira de ambos evoluiu. São 11:00 da manhã, estou me preparando para ir a São Paulo participar da presente edição do referido evento, mas hoje na posição de Diretor de Comunicação da ABBTUR São Paulo, nossa entidade de classe.

Com o tempo desenvolvi o seguinte pensamento...

..:: Humildade para saber que é o primeiro passo, mas autoestima para afirmar que a jornada será longa ::..

E como eu sempre digo...

..:: "Vâmo que vâmo"!! ::..

Meus parabéns, parceiro!

Um forte abraço!
Sucesso sempre,
Aristides Faria

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Como um banheiro pode ajudar a organização da Copa 2010 « Blog do Passos

Soweto, subúrbio de Johannesburgo. Mais de 1/3 da população da cidade sul-africana, predominantemente negra, vive na área sudoeste da cidade, erguida originalmente como um acampamento de operários na corrida do ouro, após 1886. Conhecida mundialmente como a resistência popular ao regime de apartheid na década de 80, já foi a zona mais pobre da grande região metropolitana. Hoje, tem facetas distintas, consequência dos novos, mas ainda difíceis, tempos sul-africanos. Bairros nobres, casas de classe média e zonas de favelas formam o Soweto de Nelson Mandela e Desmond Tutu, que ainda vivem na área, ao menos por parte do ano. Nas bordas mais miseráveis, onde ainda não há luz e proliferam minúsculos barracos de zinco, uma cena se repete: ao lado de cada moradia um banheiro de concreto, novo, numerado toscamente com uma tinta preta.

Texto completo: Como um banheiro pode ajudar a organização da Copa 2010 « Blog do Passos

Treinamento EcoEmpresarial: Ética da responsabilidade vs. Ética da convicção

Por: Aristides Faria

Caros leitores, gostaria de compartilhar nesta oportunidade um tema que gosto bastante de refletir sobre ele. Trata-se da ética. Não me refiro a seus fundamentos sociológicos ou algo tão profundo assim. Interesso-me pela distinção entre o que dizem ser “duas éticas”: a ética da responsabilidade e a ética da convicção.

Os treinamentos ao ar livre, como discutimos semanalmente, proporcionam socialização, convivência ou, pelo menos, coabitação, em ambientes hostis, não-controlados e repletos de significados nada ou pouco compreendidos para nós, seres urbanos.

Os paradigmas de interação que estabelecem-se ao ar livre colocam-nos de frente a desafios e seguidos momentos de tomada de decisão. Estas “horas da verdade” são interessantes, pois despertam em nosso cérebro (especificamente no córtex pré-frontal, região da testa) uma espécie de gatilho emocional. Tomamos decisões basicamente fundamentadas em nossas emoções, que são, por sua vez, construídas a partir de experiências de nossa vida, seja em casa, no clube ou no trabalho.

Este disparo, que é a própria decisão – ainda que não voluntária por completo –, abre caminho para nossa ética. Isto significa afirmar que, ao tomarmos consciência de nosso comportamento, ora disparado, passamos a orientá-lo “por querer”.

É a partir deste imediato que decidimos por qual das “duas éticas” escolher. Cabe, agora sim, comentar o significado destes dois universos.

Ética da responsabilidade: ao optar por agir, comportarmo-nos como manda o figurino escolhemos este caminho, ou seja, é tomar a decisão correta, mais responsável e idônea, independente de nossas preferências pessoais;

Ética da convicção: ao contrário, optar por agir, comportarmo-nos e decidir conforme pede a ocasião, seguimos o caminho balizado por nossas preferências, anseios e convicções, o que nem sempre é responsável, correto e idôneo.
É interessante notar que a tal ética, que tanto ouvimos falar, mas pouco entendemos o que significa, é uma espécie de dispositivo moral que somente existe entre os seres humanos. Como disse, a ética surge apenas depois que tomamos consciência de nossas ações, comportamentos, atitudes e decisões.
O que chamo de “dispositivo” trata-se, em verdade, de um meio que a natureza descobriu para tornar a relação entre seres sociais, que somos, mais harmoniosa e viável. Convencionamos chamar de “pessoas sem ética” aquelas que acabam ultrapassando o limite da boa convivência. Note que uma definição bem próxima da ética é a moral.

Nossa proposta de vivências de socialização no ambiente natural carrega justamente este propósito: aguçar nossa percepção acerca dos comportamentos que “devemos” e os que “queremos” adotar. Parecem ser situações normais da vida, mas não são!

..:: Pense nisso! ::..

Para saber mais sobre nosso trabalho, confira o website [RH em Hospitalidade]!

PUBLICAÇÃO SIMULTÂNEA NO BLOG DA ABBTUR SÃO PAULO E NO WEBSITE OUTRO LADO DA NOTÍCIA.

Jornalista fabricado pelo neoliberalismo: estampa do irracionalismo econômico

Por: João dos Santos Filho

"Que desculpem os jornalistas que são contra a obrigatoriedade do diploma profissional, mas vim para somar, com aqueles que entendem ser a regulamentação da profissão de jornalista e a exigência de diploma específico de curso superior de jornalismo instrumentos de fortalecimento sindical. Lutar por uma categoria unida, coesa, mas rica de opiniões diferentes profissionalmente dá credibilidade ao profissional, alimenta e fortalece a liberdade de imprensa contra os interesses de grupos econômicos.

Mas entendo que a discussão vai além do simples embate, entre ser contra ou a favor do diploma de jornalista, o que devemos clarificar é quais os fundamentos teórico-filosóficos que sustenta a idéia irracionalista, que pretende forçar no Brasil por meio da mão do Supremo Tribunal Federal em adotar um processo de desregulamentação de todas as categorias profissionais".

Faça o download do artigo completo!

Blog Em Dia Com a Cidadania - por Marcia de Almeida

..:: MTE LANÇA HOJE SITE DE EMPREGO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ::..

Agência Brasil

SÃO PAULO - Será lançado hoje, em São Paulo, o primeiro site de empregos desenvolvido para atender exclusivamente a pessoas com deficiência visual, auditiva, física ou intelectual. O lançamento está marcado para as 10h no Memorial da América Latina (Parlatino).

O site www.selursocial.org.bri
vai hospedar o Sistema Integrado de Vagas e Currículos para Pessoa com Deficiência. O sistema permitirá que essas pessoas cadastrem, de forma gratuita, seus currículos e tenham acesso a vagas de emprego, sem a ajuda de terceiros.

Da mesma forma, empresas poderão consultar perfis profissionais e contratar pessoas com deficiência para cumprir a Lei de Cotas. A cerimônia terá a presença do ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Fonte: Blog Em Dia Com a Cidadania - por Marcia de Almeida

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

British Airways: 800 funcionários aceitam trabalhar de graça

A empresa aérea britânica British Airways anunciou nesta quinta-feira que 800 funcionários aceitaram trabalhar de graça, por até um mês, atendendo a uma proposta de corte de gastos da companhia.

Outros 4.000 empregados concordaram em tirar licença não-remunerada, e 1.400 trabalhadores decidiram trabalhar meio período.

O apelo por cortes de salários voluntários foi enviado por e-mail, no último dia 16, a mais de 30 mil funcionários no Reino Unido.

A mensagem pedia que os funcionários aceitassem trabalhar de graça por até um mês ou tirar licença não-remunerada em um período que poderia variar de uma semana a um mês.

Segundo a empresa, a iniciativa garantirá uma redução de gastos de 10 milhões de libras (R$ 31 milhões) e ajudará na luta pela sobrevivência da empresa.

Em maio deste ano, a British Airways sofreu um prejuízo anual recorde de 401 milhões de libras (cerca de R$ 1,273 bilhão), em parte impulsionados pelo alto preço do combustível e por outros custos.

..:: Reação ::..
O diretor-executivo da British Airways, Willie Walsh, já concordou em trabalhar sem o salário mensal de 61 mil libras (aproximadamente R$ 193 mil) durante o mês de julho.

Walsh considerou a reação dos trabalhadores da empresa "fantástica" e agradeceu àqueles que optaram por participar do esquema.

"Essa reação mostra claramente a diferença significativa que as pessoas podem fazer individualmente", afirmou.

O diretor-executivo da British Airways disse ainda que os funcionários poderão se candidatar novamente para ajudar no plano de sobrevivência da companhia no final do ano.

..:: Prazos ::..
A partir de julho, os 800 funcionários da British Airways terão a chance de compensar os dias trabalhados de graça em um período de até seis meses, com o desconto no salário feito em parcelas de três a seis meses.

Aqueles que optaram pelo turno de meio período poderão trabalhar nesse esquema por um período entre um mês e um ano, antes da próxima revisão esperada ainda neste ano.

Já aqueles que optaram por tirar licença não-remunerada podem se afastar do trabalho por um período de até um ano.

Muitas empresas de diferentes setores têm reduzido o número de funcionários e as jornadas de trabalho como solução para evitar gastos durante a atual crise econômica.

Fonte: UOL Economia

Ecatur 2009: Seminário de Turismo & Hotelaria

Amigos leitores,

Gostaria de compartilhar em nosso blog os resultados do Ecatur 2009, evento realizado em Florianópolis (SC) entre os dias 25 e 27 de junho.

Além da alegria em poder retornar ao Costão do Santinho Resort & Spa, onde tive minha primeira experiência profissional, o evento foi bastante produtivo e de intensa rede de contatos.

Mais especificamente, apresentei um artigo que escrevi especialmente ao evento. O trabalho chama-se "Reflexões acerca da percepção do turista sobre a qualidade dos serviços de hospitalidade". Vocês podem fazer o download do material aqui!

Um resumo bastante completo foi publicado no website Hôtelier News. Lá estão comentários acerca de nossa participação e também das de nossos colegas. Há no site Mercado & Eventos uma matéria igualmente interessante sobre o seminário.

É sempre bom encontrar colegas antigos, amigos do começo da jornada profissional e visitar locais que têm um significado tão especial para mim. Espero que os demais colegas gozem de uma satisfação tão grande quanto a minha pela oportunidade em participar do evento!

Um forte abraço!
Sucesso sempre,
Aristides Faria

Salão do Turismo: Diamantina no stand de Minas Gerais

Prezados colegas,

Enviamos em anexo notícia veiculada no site do Salão Nacional do Turismo, evento que acontecerá nos dias 1 a 5 de julho.

Este é o maior evento do setor que acontece no Brasil e Diamantina estará presente no stand de Minas Gerais com a Agência Caminhos Reais - que opera também a região do Circuito dos Diamantes -, no setor Vitrine Brasil com as jóias de Côco e Ouro, além de duas apresentações do Grupo de Seresta Regina Pacis, uma delas no palco principal do evento. Ressaltamos também que a nossa região ainda contará com uma apresentação do grupo Catopês de Milho Verde, distrito de Serro.

Convidamos a todos os profissionais de turismo que estarão presentes no Salão a visitarem o stand Minas Gerais e a prestigiarem as apresentações da nossa região:

- dia 2, às 18h, cortejo pela Feira de Roteiros do grupo Catopê de Milho Verde
- dia 3, às 18h, cortejo pela Feira de Roteiros do Grupo de Seresta Regina Pacis
- dia 4, às 16h30, apresentação no Palco Principal do Grupo de Seresta Regina Pacis

Mais informações sobre o Salão no site do evento!

Um abraço a todos!

Ariana Rodrigues Silva
Turismóloga
Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina (MG)

..:: Contribuição de Juliana Medaglia ::..

..:: Foto ::..
Blog Tutu Mineiro, Júlia Tavares

Editora Aleph: comunicado sobre oportunidade editorial

Colegas, saudações!

Escrevo para divulgar que a editora Aleph, da qual o Guilherme Lohmann e eu - Alexandre Panosso - somos editores de turismo, está abrindo a oportunidade para autores de livros de duas temáticas específicas: eventos e psicologia, ambos aplicados ao turismo.

A editora já tem o formato de como devem ser os livros. Nesse sentido, quem tiver interesse em ser um autor da Aleph, especificamente nesses dois temas, envie um e-mail para alexandrepanosso@gmail.com e guilherme.lohmann@gmail.com.

Quando recebermos o e-mail de interesse, passaremos as normas de como deve ser o livro e então o autor terá um tempo para submeter uma proposta de sumário.

Receberemos os e-mails de interesse até o dia 21 de julho. Somente depois dessa data entraremos em contato efetivo com os interessados para enviar as normas (desculpem esse item, mas é que estaremos em viagens até essa data por isso impossibilitados de responder com calma as propostas).

A escolha dos possíveis autores será por análise do Lattes e da proposta de sumário do livro em específico.

Até mais!
Alexandre Panosso

Sábado legal: Transporte de pessoas e bagagens (parte 1)

Por: Larissa Miguel & Aristides Faria

O presente tema é um tanto complexo e composto por inúmeros detalhes e situações inusitadas, o que nos leva em uma primeira parte a discorrer sobre conceitos e generalidades. Neste ponto, nos concentraremos bastante em conceitos jurídicos, mas que podem ser de alguma utilidade para vocês, leitores. Ademais, desde já, deixo a coluna aberta para sugestões e questões sobre o tema, a análise do caso concreto é sempre uma experiência única. Feitas essas primeiras considerações, passemos ao tema:

O contrato de transporte tem previsão legal na Constituição Federal (artigo 178), no Código Civil Brasileiro (a partir do artigo 730), no Código dos Direitos do Consumidor (Lei 8.078/90), além de leis especificas como o Código Brasileiro da Aeronáutica (Lei 7.565/96), que absorveu em grande parte as regras estabelecidas pela Convenção de Varsóvia, mais um motivo pelo qual vislumbramos a necessidade de esmiuçar o tema por várias óticas.

Iniciaremos com a lei civil, onde o contrato de transporte divide-se em duas facções, o primeiro refere-se ao contrato de transporte de pessoas e o segundo o contrato de transporte de coisas. O que nos interessa, por ora, é o contrato de transporte de pessoas, contrato principal que tem como acessório(*) o contrato de transporte de bagagens.

Pelo contrato de transporte de pessoas o contratado, o transportador, obriga-se a levar de um lugar para outro o passageiro, o contratante, bem como sua bagagem, mediante uma contraprestação, ou seja, o preço da passagem. A obrigação assumida pelo transportador é sempre de resultado, ou seja, mantendo a integridade física e patrimonial do passageiro até o destino estipulado, motivo pelo qual a responsabilidade que atinge o transportador é objetiva(**) e, em caso de prejuízo, haverá sempre a responsabilidade de indenizar, independentemente de culpa.

Desta forma, a responsabilidade acima também se estende à bagagem do passageiro, por exemplo, haverá a cobrança de uma franquia de bagagem apenas se houver um sobrepeso daquele permitido por passageiro, levando em consideração as normas especificas do tipo de transporte utilizado, sem contar as regras especificas para o transporte de animais, bagagem de mão, dentre outros.

Vale sempre lembrar que, o contrato de transporte de pessoas e conseqüentemente suas bagagens, mesmo sendo um contrato bilateral, onde as duas partes, passageiro e transportador, estão eivados de direitos e deveres, na pratica nos leva a assumi-los nos termos de um contrato de adesão, onde o transportador nos oferece um serviço nos seus termos, cabendo ao passageiro apenas aceita-lo, ou não, não podendo jamais alterá-lo, neste ponto, entrando com severidade nas leis do direito do consumidor.

Muito ainda temos a discorrer sobre o tema! A coluna de hoje serviu como uma pequena introdução. Desde já me coloco à disposição para eventuais dúvidas e sugestões para a coluna dentro do presente tema. Mandem questões, comentários, casos práticos... Aqui pelo blog, ou pelo e-mail: lmof@aasp.org.br. Até o próximo sábado.

* Conceitos: contrato principal é aquele que existe por si só, vindo a atingir uma finalidade, independente de qualquer outro; contrato acessório, por sua vez, o próprio nome já o define, sua existência está vinculada a um contrato principal, e tem como finalidade assegurar sua execução, ou complementá-la. No caso em tela, o contrato de bagagens inexiste sem o contrato de pessoas. No caso, se a intenção fosse enviar alguma coisa para algum outro lugar, mesmo sendo o remetente e o destinatário a mesma pessoa, o contrato correto é o contrato de transporte de coisas;

** Em termos gerais, temos que: na responsabilidade civil objetiva, faz-se desnecessária a prova da culpa daquele que provocou o prejuízo; em contra-posição, na responsabilidade civil subjetiva só haverá a responsabilização pelos danos causados se houver prova de negligencia, imprudência ou imperícia por parte do causador do dano.

Aristides Faria: Gostaria de compartilhar algumas reflexões a partir de minha atuação enquanto profissional de RH.

É interessante notar que situações de crise demandam profissionais qualificados tecnicamente e emocionalmente para suportar a pressão. Em primeiro lugar, mas não em ordem de importância, as competências técnicas - inclui-se aí o conhecimento da legislação pertinente - são de fundamental importância, pois munem o profissional da linha de frente, empresários e gestores a orientarem consumidores e, também, safarem-se de passivos neste campo.

Depois, as habilidades emocionais tornam-se essenciais para que os profissionais gozem de tranqüilidade para aplicar tais conhecimentos. Mesmo com horas de treinamentos técnicos e acúmulo de informações, tudo escorre ao ralo se a pessoa não tiver serenidade para aplicar o conhecimento certo, no momento adequado e à medida certa.

Observamos diversas situações de descontrole durante o "apagão aéreo", tanto por parte de atendentes quanto por clientes. A desinformação e o desconhecimento da legislação pertinente amplificaram a crise, que não acabou, mas está latente. Acompanhem a presente coluna e preparem-se para as crises que virão!

Cinco toques com... Roberto Baba

O blog [RH em Hospitalidade] apresenta quinzenalmente um espaço de entrevistas chamado “Cinco toques com...”. São entrevistas rápidas com pessoas do trade turístico e com profissionais de RH acerca de seu momento na carreira, as perspectivas do mercado e projetos futuros. Com a palavra, o pessoal um com o pé no mercado, atualizado com o que acontece nos diversos segmentos da Hospitalidade Comercial.

Aristides Faria: Grande Roberto! Seja muito bem vindo a nossa comunidade! Fico muito satisfeito com sua participação. É um prazer poder apresentá-lo a nossos colegas e amigos! Fique à vontade, conte um pouco de sua trajetória profissional.
Roberto Baba: Olá Aristides! O inicio de minha trajetória profissional no setor turístico e hoteleiro foi meio por acaso, concluí o ensino médio então me surgiu a vontade de viajar para alguns países afim de vivenciar e aprender sobre a cultura, os hábitos, os costumes, etc. Tive a oportunidade de iniciar um trabalho com turismo e hotelaria e acabei tendo muita empatia com o setor onde permaneci por um longo período morando fora do Brasil e trabalhando na área retornei no começo de janeiro (09) para o Brasil a convite de um conhecido que reside na bahia onde permaneci até agora no inicio de abril.

Atualmente estou a procura de estágios no setor hoteleiro ou turístico e espero poder repassar toda minha experiência e aprendizado da hotelaria internacional na área de atendimento ao cliente, cordialidade e gentileza e um item que considero muito importante neste segmento, o pós-venda que e a fidelização e o respeito em relação ao cliente.

Aristides Faria: Fiquei fascinado ao saber por alto sua vivência internacional. Agora, por favor, conte como foi viver na Indonésia. Além do surf, como foi trabalhar na hotelaria daquele país-arquipélago?
Roberto Baba: Bom, o surf é um caso a parte. Adoro o contato com a natureza e através dele e que tive a maior experiência de minha vida.

Trabalhar na Indonésia foi algo surreal, morei durante oito anos por lá. O setor turístico e hoteleiro na Indonésia e muito organizado, ágil e estruturado. Todos trabalham em equipes e a parceria foi essencial para desenvolvimento turístico em Bali e arredores. Recebi o convite de um empresário japonês que trabalhava com turismo receptivo de cliente vindos do Japão, assim trabalhei em todos os setores do Hotel, pois queria poder obter o máximo possível de informação e detalhes das operações logisticas de cada setor. Trabalhei como guia de turismo e motorista de traslado, assim tive a oportunidade de conhecer pessoas de varias localidades do mundo e ter contato profissional e social com todos. Viver na Indonésia foi algo como retornar ao tempo, sentir o sentimento das pessoas mesmo que vivendo em condições criticas de moradia e alimentação, mas assim mesmo com um sorriso e uma alegria que ate hoje intriga a todos que visitam bali e as ilhas mais freqüentadas. A Indonésia e um lugar onde todos deveríamos ter a obrigação de conhecer e aprender pois aprendemos muito convivendo com pessoas em que as condições econômicas e de moradia são tão difíceis.

Aristides Faria: E sua vivência no Japão. Conte-nos, por favor! Como você sentiu as diferenças culturais? E o idioma?
Roberto Baba: Trabalhei no Japão de 2002 a 2008 num pequeno hotel pertencente ao meu amigo empresário da Indonésia. O hotel ficava localizado na região central de Tokyo e recebia muitos mochileiros e turistas de perfís variados do mundo todo, inclusive muitos brasileiros em passagem pela capital japonesa a turismo ou negócios. Foi la que tive a oportunidade de elaborar e implantar passeios de bicicleta pelas principais atrações turísticas de Tokyo sendo considerado um sucesso pois o contato direto com uma cultura milenar e misteriosa fascinava a todos que faziam os passeios.
No Japão aprendi muito a admirar e respeitar o cliente, pois o pais e considerado um dos melhores do mundo em termos de turismo receptivo, o sistema pós-venda e muito cultuado e valorizado, pois e através dele que são elaboradas estratégias e estatísticas dos pontos positivos e negativos.

O aprendizado do idioma foi algo crucial e muito difícil o dialogo em inglês com os japoneses, pois a fonética deles é de difícil compreensão. Foi ai que sozinho estudei muito o idioma japonês, pois sabia que esse seria meu diferencial e facilitaria a minha entrada no mercado de trabalho e o relacionamento com todos. Para o povo nipônico e a real certeza que nos queremos participar e aprender sobre sua língua, cultura e buscar sabedoria de uma nação que leva o conceito respeito social e humano muito a serio.

Aristides Faria: Show, Roberto! Nos últimos anos, quando no Brasil, você este atuou em dois lugares fantásticos: Florianópolis (SC) e Itacaré (BA). Como foram essas experiências?
Roberto Baba: Florianópolis é um modelo de cidade que trabalha com hotelaria e turismo de maneira correta sempre buscando colaboradores altamente capacitados para exercê-las e trabalhando continuamente para esse sucesso, aliando o fator da beleza natural e hospitalidade, dois itens importante que agradam a todos que a visitam.

No caso da Bahia, acho que está se caminhando para um aperfeiçoamento profissional. Foi o lugar onde tive mais empatia em poder trabalhar com o setor turístico e hoteleiro aqui no Brasil, pois trabalhávamos numa ótima equipe onde todos colocavam novas idéias e buscavam poder absorver todo tipo de informação a respeito. A Bahia me lembra muito o turismo na Indonésia claro com algumas particularidades distintas, a natureza e exuberante e o jeito do povo bahiano viver o dia a dia fascina a todos que visitam ou trabalham por lá.

Aristides Faria: Para fecharmos, Roberto, gostaria que você comentasse um pouco sobre a importância em conhecer outros idiomas e culturas. Além disso, peço humildemente três dicas para a moçada que quer fazer carreira internacional. Pode fazer isso? Fique à vontade, o espaço é seu!
Roberto Baba: Claro, será um prazer!

Primeiramente quero agradecer a você pelo espaço que me foi concedido! Ter a chance de poder contar a todos um pouco da experiência que pude viver nestes últimos anos e algo espetacular. Colocar todos dentro de um mundo talvez desconhecido para muitos e algo que gosto e curto muito de fazer. Viajar é algo sensacional e em meu caso fiz o processo inverso em relação a maioria das pessoas que trabalham a vida toda para poderem no futuro desfrutar. Eu tomei a liberdade de poder viajar, viver e vivenciar a vida em primeiro lugar para poder a partir de agora com mais maturidade e conhecimento buscar também meu lugar no trade turístico ou hoteleiro aqui no Brasil. Isso, ao meu ver, não é tão fácil assim, pois a partir do momento que nos pararmos de avaliar as pessoas pelo QI ou parentesco apareceram pessoas realmente capazes de exercer os cargos com sabedoria e disciplina.

O aprendizado de outros idiomas é importante para podermos continuar sonhando, pois nos vivemos de sonho e jamais devemos deixar de sonhar, pois a pessoas que deixam de sonhar perdem o foco e levam mais tempo para atingir seus objetivos e por questão cultural através do idioma aprendemos sobre o as particularidades de cada pais que estudamos e podemos colocar em pratica idéias e pontos positivos e tentar implantar algo construtivo no lugar onde residimos e vivemos

Estar sempre atento as novas tendências de mercado e tentar fazer o máximo de contatos possíveis de pessoas com a mesma sintonia, gerando assim um modo de podermos alcançar o mérito e reconhecimento juntos, valorizando o verdadeiro espírito de trabalho em equipe.

Estar de mente aberta em relação as pessoas e atitudes, nunca avaliara pessoa por uma única atitude e sim pelo contexto geral, pois todos nos temos o direito de errar e acertar, estamos todos aqui para poder aprender e ensinar.

Atualmente estou elaborando um projeto para terceira idade de nível social e educacional e me coloco a disposição de todos para maiores detalhes e novas idéias que venham a contribuir com o projeto de vital importância a todos nos neste novo segmento turístico.

Um pequeno lembrete: "Concorrente é toda empresa que o consumidor faz a comparação com a nossa empresa" (Bastidores da Disney).

Desejo muita sorte a todos que estão nesta luta constante e muito obrigado a vocês pela atenção dispensada.

Valeu Aristides!

* Foto: South Africa